
história
história da Associação Cultural Embaixada de Samba Cidade de Macapá é marcada por tradição, superação e uma profunda ligação com a identidade do Amapá. Fundada em 14 de outubro de 1964, a agremiação nasceu pelas mãos de figuras lendárias do carnaval local, como R. Peixe, Maria de Nazaré (Tia Lulu), Raimundo Barros e a "Rainha do Carnaval" Alice Gorda. Sediada na zona sul de Macapá, a escola adotou o azul e o branco como suas cores oficiais e a formiga como seu símbolo, representando o trabalho árduo e a união da comunidade.
Trajetória de Glórias e Títulos
Ao longo de suas seis décadas de existência, a Embaixada de Samba consolidou-se como uma das maiores campeãs do estado, acumulando cinco títulos principais nos anos de 1965, 1988, 1989, 2007 e 2012. Entre seus momentos históricos, destacam-se:
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2007 e 2010: A escola viveu uma fase vitoriosa, sendo campeã do Grupo de Acesso em 2007 e conquistando o título do Grupo Especial em 2010 com o enredo "Do Lixo da Vida ao Luxo na Avenida".
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2012: Sagrou-se novamente campeã do Grupo de Acesso com o tema "Sonho… Fantasia ou Realidade".
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2014: Levou à avenida a vida e obra de José Sarney com o enredo "Do Maranhão para o Amapá, a Viagem de um Poeta Vencedor", alcançando o vice-campeonato do acesso.
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2025: A agremiação celebrou seu Jubileu de Diamante (60 anos) com o enredo "A vida é uma feira", emocionando a comunidade ao exaltar as raízes populares.
A "Nova Era" e os Dias Atuais (2026)
Sob a presidência de Disney Silva, a Embaixada de Samba iniciou um processo de modernização e resgate de sua credibilidade. Em 2026, a escola viveu um ano emblemático ao ser a responsável por abrir a primeira noite dos desfiles oficiais no dia 13 de fevereiro.
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Enredo e Mensagem: Com o tema “O ouro negro é meu tesouro da margem equatorial”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Pantoja, a escola transformou a descoberta de petróleo na costa amapaense em uma narrativa de esperança e desenvolvimento sustentável.
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Destaques do Desfile: A bateria Formiga de Fogo, sob o comando de Mestre Lucas, garantiu a cadência da apresentação, que também contou com a coroação da primeira Rainha Embaixatriz da história da escola.
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Superação na Avenida: Durante o desfile de 2026, a escola enfrentou problemas técnicos com o tripé da Comissão de Frente (coreografada por Dionei Furtado e Letícia Rosa), mas os integrantes, fantasiados de "formigas operárias", mantiveram a garra e a alegria, sendo aplaudidos pelo público pela resiliência.
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Momento Atual: Atualmente integrando o Grupo de Acesso, a Embaixada de Samba reafirma seu papel como um projeto cultural contínuo que envolve milhares de famílias e busca retornar à elite do carnaval amapaense, celebrando o que chamam de uma "plataforma de emoção" e progresso.

